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terça-feira, 22 de março de 2011

ARTISTAS DE RIBEIRÃO BRANCO MANTÉM VIVA A TRADIÇÃO SERTANEJA





OSWALDO LEÃO (Ribeirão Branco/SP): A Orquestra de Violeiros de Ribeirão Branco apresentando a música Franguinho na Panela, do compositor Moacir dos Santos, na Escola Estadual Luiz José Dias, em Ribeirão Branco.
O grupo Raízes, também de Ribeirão, participa da III Festa do Milho de Capão Bonito, organizada pelo Grupo de Voluntários no Combate ao Câncer (GVCC) daquela cidade, tocando e cantando a canção Boiadeiro Errante, do itapetiningano Teddy Vieira.
Ambos os grupos resgatam a cultura musical de nosso país.

Para ver mais:
http://www.youtube.com/watch?v=LhXfllfcFbg (Orquestra de Violeiros – Rio de Piracicaba)
http://www.youtube.com/watch?v=CfvEOdMOrKw (Raízes – Esperanças Perdidas)





segunda-feira, 12 de outubro de 2009

MÓ DESCANSA SOB O SOL DA CIDADE


ARQUITETURA - Na região central da cidade, uma mó (dicionário e Google existem para esclarecer dúvidas...) repousa seu descanso eterno; a grama cresce – apesar de a colocação da mó parecer ter sido estudada para dar riqueza à vista da casa, a qual possui um arranjo pouco usual para os padrões da cidade – na mesma proporção que o descuido com o patrimônio histórico e cultural da cidade.
Esse comportamento não é privilégio deste ou daquele governo, pois, com exceção apenas naquilo que toca ao ‘grau de negligência’, todos os administradores que passaram (há os que apenas ‘passearam’...) pelo palco do paço municipal nos últimos 150 anos, estabeleceram outras as prioridades, esquecendo que um povo sem cultura é um povo sem memória nem alicerces, e que um povo sem memória nem alicerces é incapaz de vislumbrar ou projetar seu futuro.
As casas de taipa – há lá as que ainda resistem! – continuam a vir abaixo para dar espaço para empreendimentos imobiliários que irão descaracterizar ainda mais o centro da cidade, transformando-a numa cidade de estranhos.
Recentemente a Rua Direita acompanhou um desses abates arquitetônicos e não se ouviu nenhuma voz em favor da preservação – fosse a voz de entidades do terceiro setor, fosse a voz do gestor público. Há cidades onde o patrimônio histórico e cultural recebe incentivo para a sua preservação, Curitiba é um desses bolsões. A falta de política pública, privilegiando os proprietários – ou empresas – que viessem a cuidar dos prédios, praças, logradouros, museus e outras instalações com características peculiares às Capão Bonito que se fizeram ao longo dos anos, faz com que esses mesmos proprietários coloquem abaixo ou desfigurem essas instalações, transformando-as em monstruosidades pós-modernas, aberrações esquecidas pelos corredores do século 21.
E isso, infelizmente, é mesmo uma pena...

sábado, 19 de setembro de 2009

VERSOS GAMELEIROS PARA DOWNLOAD

LITERATURA - A coletânea poética Versos Gameleiros foi lançada no início de 2009 e contém a obra de 11 autores capão-bonitenses - nativos ou não. É a primeira fase do projeto filantrópico e cultural idealizado pelo professor, poeta e cronista Juraci Braz das Chagas.
Do total impresso, 200 exemplares da obra foram doados para o Grupo Voluntário de Combate ao Câncer (GVCC) de Capão Bonito e 100 livros ficaram para os autores.

Para fazer o download é só clicar no link 'Versos Gameleiros' abaixo, quando abrir a página do site onde o livro está hospedado, clicar em 'get file' e aguardar até que o arquivo abra no Adobe Acrobat Reader (se o seu computador não possui o programa: clique aqui). Assim que o programa reconhecer o arquivo é só ir até o menu Arquivo e Salvar Como.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

CRÔNICA DE UMA QUEDA ANUNCIADA



No mês destinado ao Meio Ambiente, nada mais justo que sejam prestadas as devidas homenagens – mesmo que póstumas – à velha paineira, provavelmente uma Ceiba speciosa, antiga referência capão-bonitense, nascida, crescida, criada – e abatida – na divisa entre os bairros Cruzeiro e Nova Capão Bonito, porém, muito antes do nascimento de qualquer um desses mesmos aglomerados habitacionais.
A data de nascimento da velha árvore é uma incógnita, mas há quem afirme ter aquele gigante vegetal mais idade que a própria emancipação política e administrativa do município, acontecida em 1857, sendo daí possível um número que ultrapasse os 150 anos de flores e algodões. No entanto, qualquer consideração a respeito de datas, anéis, dados e fardos não tem a menor relevância no momento, não importa se a velha paineira tinha 25 ou 250 anos, também não existe vantagem alguma em saber que a Defesa Civil determinou a derrubada a fim de preservar as construções vizinhas à arvore, afinal, emprestando certo adágio ditoso: a cor do burro não é o primordial, desde que o animal execute o serviço para o qual se o pressupomos preparado.
Fato irrefutável é que vimos paulatinamente colocando abaixo resíduos e resquícios da nossa própria história, a história que contaremos aos netos e para a qual não teremos quaisquer provas materiais, uma história de ignorância e omissão.
Não se pode apontar o dedo para este ou aquele e o atirar na vala comum dos culpados, mesmo porque todo o processo foi executado dentro do que prevê a legislação, segundo o proprietário do terreno, mas a falta de política pública e a pouca consciência cultural e ambiental devem ser chamadas para depor.
Tivesse a árvore uma despedida digna e um Atestado de Óbito – apesar de ser mais adequado o preenchimento de um Boletim de Ocorrência, em cujo campo destinado aos agressores deveria constar: grande parcela da comunidade, a ignorância o descaso e a omissão – o espaço destinado à data de nascimento seria preenchido com uma interrogação; a data de falecimento: 25/02/2009; o horário: 17 horas. No mesmo documento, a título de informação complementar, a quem de interesse, a observação de que deixou quase 47 mil orfãos e seus descendentes.