DOIS PONTOS:

Seja bem-vindo ao blog. Esperamos atender às expectativas; fique à vontade para visitar e opinar, sugerir, votar nas nossas enquetes e marcar posição.
Você pode nos encontrar também no Twitter (twitter.com/erremachado), no Picasa e no Slide Share.
Procuramos interligar essas mídias para levar informação de forma dinâmica, evitando que o internauta durma sobre o teclado.

Ei, acorde!!!

Um forte abraço e sinta-se em casa.

RMachado
Mostrando postagens com marcador descaso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador descaso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SE ESSA RUA FOSSE MINHA (parte 1)


     As belezas naturais de Capão Bonito são várias, a se destacar os rios, cachoeiras, vegetação, além, é claro, do nosso Paranapanema, que cá nasce e pode carregar orgulhoso no correr do seu leito de vida o epíteto de rio livre de contaminação por todo o azar de materiais tóxicos que aos outros contaminam.
     Mas, como sempre existe um mas, um porém, um entretanto ou um todavia, não dá apenas para nos ufanarmos da qualidade irreprochável do ar que respiramos nem do nosso abilolado, adorável e charmoso clima (num mesmo dia é possível vivenciar todas as estações do ano e mais algumas...) sem que algo de chato e de constrangedor - para usarmos eufemismos - brote à luz do dia.
     Nossas belezas naturais, enquanto assim as deixarmos, serão sempre belezas e sempre naturais, o porém da questão diz respeito à certas (ou erradas?) feiuras artificiais plantadas pela mão humana.
     As calçadas capão-bonitenses são um claro exemplo de excessivo senso de propriedade particular, afinal, não são poucos os proprietários do município que, julgando ser a calçada uma extensão da propriedade, plantam as chamadas cercas-vivas e literalmente cercam para si essa área pública, impedindo ou dificultando a sua utilização pelos pedestres, os quais, em tese serão seus clientes prefenciais.
   Há ainda os casos em que o dono do terreno resolve 'ampliar' a propriedade às custas do passeio público, como isso fosse natural ou fosse a calçada simplesmente um espaço a ser ocupado pelo primeiro interessado. Tal forma de proceder, caso não a administração municipal nada faça para coibir, tende a se tornar deliberada e perigosamente generalizável, redundando em problemas tanto para os transeuntes como para a já maltratada e descuidada estética da cidade.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

MÓ DESCANSA SOB O SOL DA CIDADE


ARQUITETURA - Na região central da cidade, uma mó (dicionário e Google existem para esclarecer dúvidas...) repousa seu descanso eterno; a grama cresce – apesar de a colocação da mó parecer ter sido estudada para dar riqueza à vista da casa, a qual possui um arranjo pouco usual para os padrões da cidade – na mesma proporção que o descuido com o patrimônio histórico e cultural da cidade.
Esse comportamento não é privilégio deste ou daquele governo, pois, com exceção apenas naquilo que toca ao ‘grau de negligência’, todos os administradores que passaram (há os que apenas ‘passearam’...) pelo palco do paço municipal nos últimos 150 anos, estabeleceram outras as prioridades, esquecendo que um povo sem cultura é um povo sem memória nem alicerces, e que um povo sem memória nem alicerces é incapaz de vislumbrar ou projetar seu futuro.
As casas de taipa – há lá as que ainda resistem! – continuam a vir abaixo para dar espaço para empreendimentos imobiliários que irão descaracterizar ainda mais o centro da cidade, transformando-a numa cidade de estranhos.
Recentemente a Rua Direita acompanhou um desses abates arquitetônicos e não se ouviu nenhuma voz em favor da preservação – fosse a voz de entidades do terceiro setor, fosse a voz do gestor público. Há cidades onde o patrimônio histórico e cultural recebe incentivo para a sua preservação, Curitiba é um desses bolsões. A falta de política pública, privilegiando os proprietários – ou empresas – que viessem a cuidar dos prédios, praças, logradouros, museus e outras instalações com características peculiares às Capão Bonito que se fizeram ao longo dos anos, faz com que esses mesmos proprietários coloquem abaixo ou desfigurem essas instalações, transformando-as em monstruosidades pós-modernas, aberrações esquecidas pelos corredores do século 21.
E isso, infelizmente, é mesmo uma pena...

domingo, 27 de setembro de 2009

ORGULHO GAMELEIRO MACHUCADO


SÍMBOLO - Logo na entrada da Vila Aparecida, um dos bairros mais 'capão-bonitenses' da cidade de Capão Bonito (SP), a bandeira do município balança, lépida e morna, mostrando o belo complô entre suas cores e o céu azul. Ocorre, porém, que o sofrido estandarte símbolo do município está rasgado, morrendo aos pedaços.
É hora de substituição, remendos ou, assim mesmo - maltrapilhos - seríamos todos nós, a nobre nação gameleira?