DOIS PONTOS:

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RMachado
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terça-feira, 22 de março de 2011

ARTISTAS DE RIBEIRÃO BRANCO MANTÉM VIVA A TRADIÇÃO SERTANEJA





OSWALDO LEÃO (Ribeirão Branco/SP): A Orquestra de Violeiros de Ribeirão Branco apresentando a música Franguinho na Panela, do compositor Moacir dos Santos, na Escola Estadual Luiz José Dias, em Ribeirão Branco.
O grupo Raízes, também de Ribeirão, participa da III Festa do Milho de Capão Bonito, organizada pelo Grupo de Voluntários no Combate ao Câncer (GVCC) daquela cidade, tocando e cantando a canção Boiadeiro Errante, do itapetiningano Teddy Vieira.
Ambos os grupos resgatam a cultura musical de nosso país.

Para ver mais:
http://www.youtube.com/watch?v=LhXfllfcFbg (Orquestra de Violeiros – Rio de Piracicaba)
http://www.youtube.com/watch?v=CfvEOdMOrKw (Raízes – Esperanças Perdidas)





sábado, 19 de junho de 2010

IMAGEM DO DIA: DOMINGO NA FEIRA I

O homem negocia raízes, curas, ervas e a manutenção natural da existência. A alopatia parece não ter chegado por aqui - o que certamente soa como algo de positivo -, além de tudo isso, a criatividade dá lá seu olhar crítico-observador: essa galinha jurássica pendurada no ripamento da barraca é ou não, tal o cão e seu dono, a cara de um e o aspecto do outro.


FOTO: RMACHADO - 13.6.10

domingo, 17 de janeiro de 2010

IMAGEM DO DIA: DOMINGO NA FEIRA





O feirante, com a calma, a tranquilidade e a destreza que são peculiares ao caipira, pica a couve em pequenas tiras, provavelmente para atender a um pedido específico do cliente que prefere o produto já beneficiado, evitando o trabalho de manuseá-lo em casa.
Eis um domingo na Feira em Capão Bonito...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PONTOS OBSCUROS DO ACORDO ORTOGRÁFICO


UM CAUSO NEOCAIPIRA




— Nóis inda tamo ino…
— Puis nói d’já fumo i agora tamo vortano!
— Ataiaro por onde?
— Cortemo pur drento.
— Chééé! Pur drento nóis nunca cortemo; tem muita preda! Nóis ataia por riba.
— Nóis corta pur drento, num vai mais discarço, num semo jacu!
— Nóis tamém bamo tudo de carçado, mais é que as preda são munto lisa i arguma das criança pode levá um pialo…
— Intão, nesses causo, é mió segui pela tria batida memo.
— I as coisa lá na cidade, dero certo?
— Malemá…
— Pamóde o quê?
— ‘Móde que ninguém trabaia hodje. Só a Casa Santa i argumas venda tão aberta.
— Ché! I cumé qui oceis fizero?
— Fizemo do jeito qui dava pra fazê, ué!? Fumo inté a casa do home i batemo parma.
— Eles tava na casa ô forum vê o disfile?
— A dona Chiquinha, póve… Num consegue inxergá nem as picumã pur riba do fogão de lenha, i o mais pior é qui só iscuita si a d’jente chega a boca drento da oreia dela i falá bem arto.
— Ocê proseô cum ela?
— Chééé!!! Falei bem arto no pé da oreia dela, izpriquei qui nóis tava lá pamóde lavá as janela, cunforme nói já tinha cunvinado c’o Zé Nacreto.
— I ela, dexô oceis garrá a tarefa de cum fôrcha?
— Craro! Mandô nóis entrá pá drento i serviu um café cum leite beeem gordo i tomém uns pedaço de bolo de fubá. Tava disgranhento de bão!
— Chééé… A comade Chiquinha faiz um bolo de fubá inguar fazia minha finada vó… Caiporento de bão!?
— Nóis tava memo c’o a barriga nas costa; comemo e fumo lavá as janela!
— Mardiçoento rapaiz! Quiria tá lá c’oceis pamóde comê um taio do bolo de fubá!
— Mais num tava. Quem mando ficá bebeno inté munto tarde!
— Num é… Tava na venda do Ponciano, proseano c’os colega, falano da vida aieio… Ocê sabe qui o Ponciano é cheio de nove hora!
— Ocê, lavorento, que é cheio de nó pas costa! Enche o cu de pinga i dispois num consegue acordá antes dos passarinho! Tomô no fióte! Nóis lavemo as janela da muié e tamo vortano cum cinquenta merréis no borso i uns par de pedaço de bolo de fubá no bucho!
— E as janela, dero munto trabaio?
— Ché!? Fizemo a roçada rapidinho, parecia puxirão pá quebrá mio…
— Chééé! Mó de que d’jeito? A casa da muié deve tê umas mir foia de porta i umas mir janela!?
— Premero qui nóis num fumo lavá porta, i dispois, pamóde ocê pará de inchuânça, a dona Chiquinha num é atrasada inguar nóis i mandô o João Cráudio, um fio do Tonico Morgote qui é afiado dela, buscá lá no Tarzan um petrecho desses moderno, qui sorta um canudo d’água consoante um gaio de pau branco feito de durepóque!


xxxxx

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

TRÂNSITO: UMA BREVE E AGRIDOCE RECEITA DE CAOS


ENGENHARIA DE TRÁFEGOO trânsito de veículos em Capão Bonito-SP é caótico, mas não no sentido que se aplica ao tráfego das grandes cidades e capitais, onde automóveis, retrovisores, coturnos, motocicletas, ônibus e caminhões disputam cada palmo das ruas e avenidas com ciclistas e pedestres, deixando para as ‘vias aéreas’ o transporte de empresários, artistas e executivos, causando um chique engarrafamento de helicópteros.


Longe dessa superpopulação de veículos, prédios, pessoas, aviões e heliportos, o caos capão-bonitense se dá mais pela falta de planejamento e engenharia e do despreparo ululante dos condutores e dos pedestres do que pelo excesso de automotores.


Afinal, numa cidade com aproximadamente 50 mil habitantes e com enraizado perfil rural, haja vista o costume de se parar no meio da rua para uma prosa ou, como foi lembrado no programa Pânico quando da inauguração a afiliada da Rádio Jovem Pan na cidade: secar feijão no asfalto, é bem mais comum o deparar-se com cavalos, cavaleiros e amazonas trotando tranquilamente pelas ruas, em particular as da periferia.




As estreitas e antigas ruas do centro são as que oferecem menor condição de acesso e fluxo, e onde se vê também o despreparo de motoristas, ciclistas e pedestres. Ultrapassagens perigosas, conversões sem a devida informação aos outros motoristas e pedestres, além de ciclistas subindo e descendo pela contramão e sem atender ao previsto nas regras de trânsito, que o colocam à direita do veículo. Associe-se a isso o planejamento deficiente da sinalização das ruas, a falta – ou inoperância – de um Conselho Municipal para discutir e traduzir melhor o trânsito do município e a sossegada tradição interiorana e pronto: eis uma receita de caos.


Dois Pontos (análise): Nem de longe devemos culpar o sossego interiorano pela bagunça do trânsito, mesmo porque essa forma salutar de viver seria, quando muito, apenas um fator agravante. O quadro é complicado devido a planos mirabolantes e pirotécnicos elaborados ao frescor do ar-condicionado das salas por algumas gestões ou a falta de qualquer plano, deixando para que o correr dos dias cuide de tropeçar no acaso e cause o assentamento das coisas. Dir-se-ia disso: mágica, o que bem cabe sob a lona circense.